quinta-feira, 12 de abril de 2012

O Verde e o Vermelho

Em janeiro de 2012, recebi do meu irmão, Marcelo Menezes de Carvalho, um e-mail informando o programa de bolsas do governo chinês em parceria com a OEA. Eu estava no Canadá e tinha acertado com os professores Jean-François Gaudreault-DesBiens e Guy Lefebvre a realização de um encontro trilateral Brasil-Canadá-China no Rio de Janeiro. Os meses de fevereiro e março foram praticamente dedicados à elaboração do projeto de pesquisa, tradução dos documentos e exames médicos solicitados pelo governo chinês. Enviei o pedido pelos correios (via Sedex Mundi) no dia 10 de abril de 2012. Na entrada, "memories of green"; na saída, "Mail from India". Recordei-me dos campos verdes que habitavam sonhos: o dos camponeses em tintas fortes coloridas que semeavam o verde após uma chuva sobre solo marrom e o do campo verde de uma única árvore frondosa cujo fruto era uma vida em gestação. Ao ouvir "Mail from India" recordei-me de dezembro de 2011. Novos ares se anunciavam após a cirurgia e a "China Tropical" de Gilberto Freyre - que, apesar do nome, tinha a Índia como país culturalmente influente no Brasil colônia - instigava meus pensamentos. Aparentemente o título do livro seria impreciso. Mas é do Oriente que guardamos uma tradição atualmente oculta e talvez ainda presente no inconsciente dos nossos gostos populares. É preciso saber ver. O verde e o vermelho. Ainda encontrarei a relação entre estas duas cores (lembro-me neste instante do "VV" de VVandro - nome de fantasia em alusão a uma brincadeira de amigos relacionada à arte). Da união destas duas cores nasce o marrom, o castanho, cor de terra e de madeira. Carvalho. Agora é aguardar.

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